A Polícia Civil e autoridades policiais desarticularam esquemas do golpe do falso emprego atuando no Espírito Santo e no Paraná. O crime utiliza processos seletivos fictícios para roubar dados pessoais e cometer fraudes financeiras graves.
Modus Operandi dos Criminosos
Captura de Dados e Biometria: Durante supostas “entrevistas de emprego” (presenciais ou online), os criminosos solicitavam documentos e faziam a leitura/foto da biometria facial das vítimas sob a justificativa de cadastro admissional.
Financiamentos de Luxo e Empréstimos: Com as fotos e documentos coletados, a quadrilha contratava empréstimos bancários e financiava veículos de alto valor sem o conhecimento dos candidatos. Em um dos casos registrados na Grande Vitória (ES), foi realizado o financiamento de uma BMW de R$ 247 mil no nome de uma vítima.
Cobrança de Taxas Indevidas: Em outras ramificações divulgadas no Paraná, falsos recrutadores cobravam valores antecipados alegando custos para “exames admissionais”, “cursos de capacitação” ou “material de treinamento”.
Principais Ocorrências e Prisões
Espírito Santo e Goiás: Em operação conjunta da Polícia Civil do ES (Defa) e de Goiás (PCGO), duas jovens (de 19 e 24 anos) foram presas por operarem o esquema através de anúncios patrocinados em redes sociais e empresas de fachada.
Paraná: Alertas emitidos pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) destacam o aumento de casos envolvendo a captura indébita de biometria facial e roubo de dados via ofertas falsas em redes e aplicativos de mensagem.
Como se Proteger
Nunca Pague para Trabalhar: Empresas idôneas jamais cobram taxas de inscrição, exames ou materiais didáticos como pré-requisito para contratação.
Cuidado com a Biometria Facial: Não forneça fotos do rosto nem autorize validações de biometria em links desconhecidos sem verificar a autenticidade do contratante.
Valide os Canais Oficiais: Cheque as vagas diretamente nos portais de carreiras oficiais das empresas e desconfie de abordagens exclusivamente por perfis pessoais em redes sociais.
Registros de Ocorrência: Caso tenha fornecido dados a uma empresa suspeita, faça o Boletim de Ocorrência (BO) e monitore o seu CPF em serviços de proteção ao crédito.
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